Palavrasdesconexas’s Blog

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Ainda sobre caminhos

“Atônito, percebe que o melhor do passado estava dentro dele, que não se deve retornar ao lugar das primeiras ilusões.”

Esse frase faz parte de um  conto magnifico de Anibal Machado,(viagem aos seios de Druília) em que narra com sensibilidade impar, as ciladas que aguardam os caminhantes que se aventuram em trilhar o mesmo caminho de volta em busca dos antigos sonhos e encantamentos.

Cada momento tem seu encanto… cada situação novas descobertas… cada encontro uma vida que se inicia.

E a estrada é nossa…e nossa tem que ser a disposição de pinta-la com as cores que temos dentro de nós.

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Somos chamados a realizar algo novo, a enfrentar a terra de ninguém, a penetrar na floresta onde não há trilhas feitas pelo homem, e da qual ninguém jamais voltou que possa nos servir de guia. Os existencialistas chamam a isso a angústia do nada. Viver para o  futuro significa um salto para o desconhecido, e isso exige coragem, uma coragem sem precedentes imediatos e compreendida por poucos.”
A coragem de criar
Rollo May

estrada


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junho 29, 2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Para pensar…*em defesa das diferenças *

Ando em estado de hibernação.

É  só chegar o frio  que entro meio em estado catatônico…meio que vida vegetativa.  Orgãos vitais (trabalho.. casa… compromissos ) funcionam .. o restante adormece em sono profundo.

Ia me comparar as ursas… mas como não sou gorda e me mantenho depiladinha.. diria que sou como as plantas que se fecham no inverno pra florescer na primavera.. (ai.. que coisa patética…. mas vai assim mesmo.. rs)

Hoje navegando achei esse texto  num artigo de psicanálise sobre intuição, empatia e escuta analítica e deixo aqui para uma reflexão sobre as diferenças que nem sempre são tão diferentes assim.(Quando meu cérebro voltar a funcionar dentro da normalidade volto ao assunto… rs)

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Um indivíduo estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele pergunta ao chinês, em tom irônico:

–  Desculpe, mas o senhor acha que o seu defunto virá comer o arroz?

– Sim (responde o chinês), e geralmente na mesma hora em que o seu vem cheirar as flores!

junho 21, 2009 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

AIDS x Gripe Suina

Cai o número de brasileiros que usam camisinha, diz ministério da Saúde Apenas 45,7% usam o preservativo, contra este índice de 51,6% em 2004, ano da última pesquisa.

Fonte – Jornal do Brasil 19/06/2009

IRONIA ………..


90 pessoas apanham a gripe Suina e toda a gente quer usar uma máscara. Um milhão de pessoas tem AIDS e ninguém quer usar um preservativo

junho 19, 2009 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

“Uma boa definição de couraça muscular do caráter é: toda a força que eu faço para não fazer o que eu quero, aquilo de que eu gosto, e aquilo de que preciso.”

“Vocês sabem que nós vivemos o dia inteiro tendo desejos, dos quais muito poucos são realizados, e quanto mais erótico ou fora da nossa rotina, pior para ele, porque vai ser excluído, negado, reprimido. As pessoas sabem o que precisam fazer – o que lhes falta. O que falta é coragem e decisão para enfrentar os outros.”

“O homem é um animal racional – não há dúvida nenhuma! O homem é antes de tudo um imbecil coletivo.”

José Angelo Gaiarsa

junho 18, 2009 Posted by | mosaico de letras | Deixe um comentário

Filosofia emeesenista – parte II

No MSN do Fernando está essa pérola….

Insanidade é cometer os mesmo erros esperando resultados diferentes. (copiando pra colocar na cabeceira da cama e ler todo dia até decorar )

No da betty… Quando não se ama DEMAIS não se ama o bastante..(ahh bettynha..me desculpe mas pra mim é diferente… seria assim ó)

Quem   ama DEMAIS… se ama DE MENOS..

junho 17, 2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Não sei amar por piedade…nem me diminuir por compaixão

Não sou capaz de amar por piedade. Amar é estar no mesmo nível, com a mesma altura dos ombros, o tremor de balbuciar e logo beijar para não esquecer o que o corpo pede. Não é rebaixar ou cumprir um favor. Amar não é uma compensação.

Amar não dá poder, é o despoder. Ensina a generosidade, a vontade de se diminuir para que o amor aumente. Amar é ceder o gosto, a vida, o futuro. É oferecer a metade da gaveta, da cama, da luz, do banho, da mesa, da folha. É oferecer o que ainda nem se chegou a conhecer.

Tenho sim piedade daqueles que empregam o amor como forma de tirania. Que falam em vão do amor como se fosse fácil encontrá-lo. Que não exercitam a delicadeza, a retribuição e o cuidado atento e gritam com quem quer apenas sussurrar. Armam-se do autoritarismo, da vassalagem, da discórdia. Não aceitam o contraponto, a discordância. Para assegurar o domínio, rebaixam seu par para que ele fique dependente, menor, indefeso (não forte, confiante e otimista como deveria ocorrer e que acarretaria independência). Que envenenam com ofensas indiretas ou ironias quando sua vítima está desprotegida. Que não entendem que toda palavra é um pedaço da boca e que a boca sangra com facilidade. Que acreditam que o parceiro ou parceira não tem escolha e que ficará se sujeitando aos seus terrores e dissabores.

Da figura do desamado, o que sofre solitário, surge o desamador, o que desagrega a solidão e faz sofrer. Porque ele recebe o amor em troca de sua força. Seduz por diversão e hábito, pouco se importando com o envolvimento que se segue. O desamador dirá depois de usar o amor: “Não prometi nada”. Lavará as luvas para não comprometer as mãos. Omitirá compulsivamente, que é mais repulsivo do que mentir. O desamador não tem nada a perder, pois não ama.

O desamador chamará qualquer cobrança de neurose, de doença, de loucura. Fará a pessoa se sentir torta, infeliz, incriminada de rancor. Depois ainda vai contar para seus amigos e amigas que está sendo perseguido e apagará o que não combina com sua versão.

O desamador não fica doente, adoece o mundo. O desamador não é facultado ao ódio, quem dera. O ódio ainda facilita o amor. O desamador recorre à intolerância. Chora somente no sufoco, pede desculpas no momento de ser desmascarado, mas não muda, continuará maltratando com a indiferença. Ele não é bom muito menos ruim, é apático. Seu autoritarismo é negação da fraqueza. Tudo o que acontece de errado em sua vida vai transferir para quem está ao seu lado.

O desamador emprega a crueldade da reticência, do subentendido, não assume suas escolhas. Induz sua companhia a entender sem dizer nada. O desamador gera culpa, dúvidas, incertezas. Não declara sim ou não. Delicia-se com a confusão. Quanto mais culpa, mais ele exercerá sua autoridade. Parte da ilusão de que ele ou ela não voltará atrás. Condiciona seu afeto a uma esmola.

Custo a crer que o desamador nasceu do ventre de uma mulher.

(Fabrício Carpinejar)

junho 15, 2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário